Balanço da Organização Internacional para as Migraçoes (OIM), mostra que 4,7 mil migrantes e refugiados morreram na travessia do Mediterâneo entre 1 de janeiro e 30 de novembro, um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a OIM, na Europa houve a chegada pelo mar de 350.573 migrantes ou refugiados. Neste ano, houve menos civis fazendo a travessia pelo Mar Mediterrâneo na comparação com 2015, quando mais de 883 mil migrantes entraram no continente europeu pelo mar.

Só em novembro foram mais de 600 mortes, devido ao frio e às condições perigosas do mar. A maioria das pessoas morreu afogada, mas outros motivos são asfixia, incêndio das embarcações, hipotermia, fome, desidratação e infecção nos pulmões.

A Itália e a Grécia continuam sendo os principais destinos das pessoas que fogem de conflitos ou perseguições, mas Espanha, Bulgária e Chipre também receberam migrantes.

Pelo balanço da OIM, a maioria dos que seguem para a Itália saiu de países da África, como Nigéria, Eritreia, Guiné, Costa do Marfim e Gâmbia. Já a Grécia e a Bulgária recebem mais sírios, afegãos, paquistaneses e iraquianos.

Edição - Roseli Rossi Lara - Rede Scalabriniana de Comunicação