"Este foi outro ano turbulento para refugiados e migrantes", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lembrando o "contínuo efeito devastador de conflitos armados sobre populações civis levando à morte, destruição e deslocamento". Ban ressaltou que o mundo tem sido testemunha da "inaceitável" perda de vidas no Mediterrâneo e outros lugares.

Em mensagem sobre o Dia Internacional dos Migrantes, neste domingo, 18 de dezembro, ele alertou ainda para o "o surgimento de movimentos populistas que tentam excluir e expulsar migrantes e refugiados e culpá-los por vários males da sociedade". "Mesmo com toda esta turbulência", o chefe da ONU destacou que "raios de esperança" ainda podem ser vistos, com "cidadãos e comunidades preocupados abrindo seus braços e corações".

Também chamou atenção para o que chamou de "promissora resposta internacional, que culminou com a Declaração de Nova York, adotada em setembro na Cúpula das Nações Unidas sobre Refugiados e Migrantes"

Para Ban, agora é crucial que "governos honrem e apoiem o compromisso para dirigir grandes movimentos de refugiados e migrantes de maneira solidária, focada  nas pessoas, atenta ao gênero e ancorada em direitos humanos fundamentais".

O secretário-geral lembrou que "cada migrante é um ser humano com direitos humanos" . Ele defendeu que "proteger e defender" esses direitos e "liberdades fundamentais de todos os migrantes, independente de seu status, é um dos pilares da Declaração de Nova York".

Segundo Ban, para que isso seja alcançado é preciso haver "forte cooperação internacional entre os países de origem, trânsito e destino, como preveem leis e padrões internacionais".

O chefe da ONU destacou a necessidade de "rejeitar intolerância, discriminação e políticas que sejam pautadas por discurso xenofóbico e culpabilização dos migrantes". Para ele, "aqueles que abusam e prejudicam os migrantes devem ser responsabilizados".

Na mensagem, Ban defendeu ainda que "uma resposta sustentável às necessidades dos migrantes é enfrentar os responsáveis por movimentos forçados de pessoas", incluindo "pobreza, insegurança alimentar, conflito armado, desastres naturais, mudanças climáticas e degradação ambiental".

Ele citou ainda "maus governos, persistência de desigualdades e violações de direitos econômicos, sociais, civis, políticos ou culturais".

O secretário-geral também ressaltou a importância de "expandir os canais legais para a migração segura, incluindo para reunificação familiar".

Fonte - Rádio ONU - Edição Roseli Rossi Lara - Rede Scalabriniana de Comunicação