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Migração

França vai desmantelar acampamento em Calais

França vai desmantelar acampamento em Calais

O presidente François Hollande anunciou nesta segunda-feira (26), que o acampamento de migrantes conhecido como "selva", deve ser "completamente desmantelado".  Hollande que foi pela primeira vez Calais, porto às margens do Canal da Mancha, pediu ainda aos britânicos que assumam sua parte de responsabilidade para resolver a crise. É uma grande favela na região de Calais, onde muitos são são sudaneses e afegãos que aguardam uma oportunidade de atravessar a fronteira com o Reino Unido. Ele, entretanto, não deverá visitar o local, onde entre 7 e 10 mil pessoas vivem em condições delorpaveis em uma grande favela. As autoridades de Calais iniciaram na semana passada a construção de um muro, financiado pelo Reino Unido, para tentar deter a passagem dos migrantes ao porto de Calais. Hollande foi à cidade do norte da França depois do o ex-presidente Nicolas Sarkozy, candidato às primárias de seu partido, para as eleições presidenciais de 2017. Edição Roseli Lara/ Rede Scalabriniana/ Agências Internacionais
Milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

Milhões de crianças refugiadas estão fora da escola

Não bastasse os graves riscos de morrer na guerra, de morrer nas fronteiras, de ficar órfãos e ter toda sorte de privações, milhões de crianças refugiadas não tem acesso à escola, estão com o futuro comprometido. São quase 4 milhões de crianças forçadas a abandonar seus lares e sobreviver em outros países e que não têm acesso à educação. Segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 3,7 milhões das 6 milhões de crianças que estão sob seu comando, não têm acesso a nenhum centro educacional. O Acnur considera que a educação dos refugiados está abandonada, quando deveria ser exatamente o contrário, pois essas crianças e jovens tem potencial para no futuro mudar a sorte de milhões de deslocados. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) diz que  apenas 50% das crianças refugiadas vão à escola primária quando a média mundial é de 90%. No caso dos adolescentes, só 22% dos refugiados vão à escola secundária, comparado com a média mundial de 84%. No nível superior, apenas 1% dos refugiados vão para a universidade, comparado com 34% em nível mundial. Os números são assustadores. Mais da metade das crianças refugiadas que não frequentam a escola estão em sete países: Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Líbano, Paquistão e Turquia. Um dos exemplos no relatório é o da Síria, onde em 2009, 94% das crianças estavam na escola, e em 2016 esse nível tinha abaixado para 60%. Atualmente, mais de 2 milhões de crianças na Síria não estão na escola. Roseli Rossi Lara – Rede Scalabriniana / Com dados do Acnur