Não bastasse os graves riscos de morrer na guerra, de morrer nas fronteiras, de ficar órfãos e ter toda sorte de privações, milhões de crianças refugiadas não tem acesso à escola, estão com o futuro comprometido.

São quase 4 milhões de crianças forçadas a abandonar seus lares e sobreviver em outros países e que não têm acesso à educação.

Segundo dados da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 3,7 milhões das 6 milhões de crianças que estão sob seu comando, não têm acesso a nenhum centro educacional.

O Acnur considera que a educação dos refugiados está abandonada, quando deveria ser exatamente o contrário, pois essas crianças e jovens tem potencial para no futuro mudar a sorte de milhões de deslocados.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) diz que  apenas 50% das crianças refugiadas vão à escola primária quando a média mundial é de 90%. No caso dos adolescentes, só 22% dos refugiados vão à escola secundária, comparado com a média mundial de 84%. No nível superior, apenas 1% dos refugiados vão para a universidade, comparado com 34% em nível mundial.

Os números são assustadores. Mais da metade das crianças refugiadas que não frequentam a escola estão em sete países: Chade, República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Líbano, Paquistão e Turquia.

Um dos exemplos no relatório é o da Síria, onde em 2009, 94% das crianças estavam na escola, e em 2016 esse nível tinha abaixado para 60%. Atualmente, mais de 2 milhões de crianças na Síria não estão na escola.

Roseli Rossi Lara – Rede Scalabriniana / Com dados do Acnur