Fotos: Instagram/ Milenio
Nenhuma novidade nas primeiras ações do novo presidente pinochetista José Antonio Kast. Ele já havia produzido toda sua campanha no ataque aos imigrantes. Deu voz a uma multidão de pessoas que acredita firmemente que o imigrante é o que destrói o emprego no país, que traz criminalidade e violência. Agora, um de seus primeiros atos foi o de assinar um decreto que prevê interromper a migração irregular e, logo, passou a construir um muro na fronteira norte, com Peru e Bolívia, visando justamente impedir que as pessoas destes países passem para o lado chileno. Os jornais mostraram imagens dele circulando entre soldados e máquinas.
Segundo ele, nos últimos anos o Chile recebeu mais de 180 mil pessoas, todas sem registro de imigração, visto que existem muitas fronteiras secas, sem aduana. “Agora estamos fechando essas janelas para impedir a migração irregular”.
O Chile sempre foi considerado um país bastante seguro no contexto da América Latina, mas nos últimos anos teve uma subida nas taxas de criminalidade, narcotráfico, sequestros e crime organizado. Os chilenos, ajudados pelo discurso ideológico das mídias comerciais, têm atribuído aos imigrantes esse aumento. Como acontece em todo mundo, são os migrantes empobrecidos os culpados das desgraças. Poucos se atrevem a colocar na conta do capitalismo, das privatizações, da má política social. Mais fácil descarregar no mais frágil.
Kast se fez porta-voz desta ideia e explorou muito bem esse preconceito na sua campanha. Agora vai mostrar resultados. Muros e mais muros, a exemplo dos Estados Unidos, para seguir o “chefe”.
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